Lendas, Histórias e Tradições Pascais

29 Abr

A Tradição das AMÊNDOAS

Amêndoas

Em tons de castanho, cores pastel, mais garridas ou brancas, as saborosas amêndoas são o presente de eleição da Páscoa em Portugal, tanto por madrinhas e padrinhos aos afilhados, como entre amigos e familiares.
Supõe-se que as amêndoas da Páscoa simbolizem o ovo, ícone de fecundidade e renovação, remontando a tradições vindas de diversos pontos do país. Até à Idade Média, as amêndoas doces eram cobertas com mel. Com a cultura da cana-de-açúcar, desenvolvida pelos portugueses, as amêndoas passaram a ser cobertas com açúcar. São várias as histórias que chegam até nós de hábitos antigos de oferenda de amêndoas na altura da Páscoa. Figueira da Foz, Monsanto, Alenquer, Afife, Sertã, Nisa e Estremoz são disso um exemplo. Umas das mais tradicionais amêndoas que temos hoje em dia são as cobertas de Torre de Moncorvo: brancas e grandes, só de açúcar, castanhas com chocolate ou com cacau e canela.

Amêndoas de Torre de MoncorvoAmêndoas de Torre de Moncorvo


A História dos OVOS DE CHOCOLATE

A tradição de presentear os entes queridos na Páscoa com ovos é milenar. Os primeiros eram de galinha e o hábito de oferecê-los vem da tradição pagã. Os cristãos apropriaram-se da imagem do ovo para festejar a Páscoa e começaram a oferecer ovos de galinha ou gansa para celebrar a data. Eram um presente que simbolizava o início da vida, a ressurreição de Jesus. Na época, pintavam os ovos com imagens de figuras religiosas, como Jesus Cristo e a sua mãe, Maria. No século XVIII, após dois séculos da chegada do chocolate à Europa, os confeiteiros franceses começaram a fazer os ovos com chocolate. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole. Hoje os ovos de chocolate da Páscoa são uma tentação para pequenos e grandes. Ocos ou recheados e embrulhados em papéis brilhantes, são sempre uma forma divertida de celebrar esta data tão especial.


A Lenda do FOLAR

Folar

Ligado a uma lenda de amores e desamores numa antiga aldeia portuguesa em que a figura central seria uma jovem Mariana, o folar ganhou fama como um símbolo de reconciliação. Inicialmente “folore”, o bolo veio, com o tempo, a ser chamado de folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade. É por isso que ainda hoje em vários pontos do país, o afilhado tem por costume levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de baptismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar. O folar é tradicionalmente o pão da Páscoa, tendo por base água, sal, ovos e farinha de trigo. A forma, o conteúdo e a confecção varia conforme as regiões de Portugal e vai desde o doce ao salgado, nas mais diversas formas. Nalgumas receitas é encimado pelo emblemático ovo cozido com casca.


O PÃO-DE-LÓ fofo

No Minho é o pão-de-ló, e não o folar, o bolo típico da celebração pascal. Este bolo faz parte da repetição de um ritual antigo, durante o qual o padrinho oferece o pão-de-ló ao seu afilhado. O mais popular na região é o de Margaride. No entanto, os de Freitas, Guimarães e Ponte de Lima concorrem pela fama. Tradicionalmente, este bolo é cozido em forno de lenha, muitas vezes comunitário, em formas de barro não vidrado e a massa é batida durante bastante tempo para que o pão-de-ló fique mais fofo.


Posted by:

Maria Amélia Ferreira da Costa

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s

%d bloggers like this: